domingo, 18 de março de 2012

...é preciso relacionar-se (1)

Numa conversa cotidiana com um grande amigo há algumas semanas, abordamos diversos assuntos. Dentre eles, tratamos com particular interesse do tema relacionamentos. Esse nobre amigo resolveu então escrever um pequeno texto sobre sua visão do amor entre duas pessoas nos tempos modernos. Nas próximas postagens vou elaborar algumas outras visões que tenho sobre os relacionamentos (sejam eles modernos ou não). Pois bem, desfrutem o texto do meu amigo Augusto Ribeiro:

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O amor no terceiro milênio



"Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
         A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossas felicidades, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se adaptar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de fazer o que eu não sei. Se for manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.


         A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso – o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficarem sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa alguma. É apenas um companheiro de viagem.
         O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria, ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
         A solidão é boa e ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas (ótimas!) são muitos parecidas com o ‘ficar sozinho’, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-la ao nosso gosto.
         Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se toma menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um."



Augusto Ribeiro
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E aí?! Vocês concordam, discordam, acrescentariam alguma coisa ao texto do nosso amigo?! Comentem e divulguem! Abraços!

sexta-feira, 16 de março de 2012

...é preciso vigiar.

Milhares de pensamentos em um único dia: Isso é fato corriqueiro. Pensamento bons, ruins, fúteis, importantes... todos invadem nossa mentes; algumas vezes até ao mesmo tempo. O fato de ativarmos determinados pensamentos, porém, não implica na execução ou exteriorização dos mesmos. Essa filtragem das ideias antes de sua verbalização ou realização consiste em nosso exercício diário de auto-vigilância, através do qual evitamos uma série de problemas e desentendimentos.

Na verdade, a vigilância começa mesmo no ato de pensar. Pensamentos ruins, destrutivos ou inadequados para uma dada situação são de nossa inteira responsabilidade, uma vez que nós permitimos tal ocorrência e, muitas das vezes, nos regozijamos com os mesmos. A saída consiste no controle mental baseado principalmente no exercício do bom pensamento, o que se entende em outras palavras como boas vibrações. Uma mente voltada para reflexões edificantes dificilmente será vitimada por uma avalanche de lixo mental.


Entretanto, controlar o pensamento é um trabalho muito difícil ainda para nós. Baseado nisso, devemos pensar uma estratégia capaz de driblar os piores produtos mentais já instalados, para que os mesmos não venham a exteriorizar-se. Vigiar um pensamento ruim recorrente encerra a principal atividade nesse ponto. O plano de execução do pensamento deve ser totalmente proibido de forma a não permitir a concretização do lixo mental. Exemplos disso são mais comuns do que parecem e englobam a fofoca do dia-a-dia, os comentários maledicentes desnecessários, a desconfiança descabida e etc. Esses problemas, embora pareçam inofensivos, configuram-se como estopim da discórdia e da desarmonia muita das vezes .

A melhor alternativa, logo, reside numa espécie de terapia mental visando nos aliviar das más inclinações. Definitivamente, isso não é de fácil execução, todavia, o ato de tentar já se configura como um passo importante rumo a uma convivência mais harmônica e uma vida mais amena.

segunda-feira, 12 de março de 2012

...é preciso ser confidente de sua consciência.

Erros são naturais em nossas vidas, embora não devam ser encarados com excesso de complacência. Quando estes pequenos problemas inerentes ao ser humano acontecem, nós geralmente nos preocupamos muito com "o que os outros vão pensar de mim". Todavia, qual a parcela de preocupação que nos cabe nesse processo? Devemos simplesmente olhar os efeitos de nossas falhas aos olhos dos outros, ou devemos nos preocupar em nos reeducar diante das falhas? Em outras palavras, devemos mais satisfações aos outros, ou à nossa consciência?

Naturalmente, quando cometemos uma falha e esta se reflexiona diretamente na vida de nosso próximo, devemos a ele uma satisfação. Daí por diante o processo de entendimento dos motivos e implicações da falha cabem somente a ele. E isto, certamente, sempre será diferente para cada indivíduo.


No caso de nossa consciência, porém, as coisas funcionam todas sob nosso controle, uma vez que somos confidentes assíduos dela. A autocrítica e a auto-avaliação fazem muito bem ao nosso crescimento, enquanto seres imperfeitos moralmente que somos. É justamente neste ponto que se encontra a necessidade constante de ouvirmos nossa mente, em detrimento às mentes alheias. Isto não significa, porém, que devamos fazer "ouvidos de mercador" ao conselhos sábios de alguns. A questão principal da vida consiste no equilíbrio, que aqui também deve ser considerado.

Logo, nossas atitudes (acertos, erros,...) são patrimônio que nos devem ser confidenciados, sem a preocupação com o julgamento externo. Qualquer auxílio amigo virá sempre como um conselho e nunca como um veredicto. Cabe a nós julgar nossas próprias atitudes.

sábado, 10 de março de 2012

...é preciso entender!

Nosso cotidiano é repleto de situações surpreendentes. Muitas das vezes nos encontramos em uma situação de extrema calmaria quando, de repente, uma tempestade de acontecimentos nos tira do rumo esperado. Isto é mais comum do que possa parecer e possui íntimo vínculo com os propósitos de crescimento pessoal que nos são prescritos. Seria mero acaso o fato de, em geral, modificarmos nossa postura em vários campos de nossas vidas após vivenciarmos uma situação que nos provoque choque?! A clara resposta é negativa e se justifica com base na necessidade de seguirmos planos superiores que, por este motivo, possuem prevalência frente às nossas vontades pueris.

Acontecimentos que afrontam nossas vontades imediatas são naturalmente mal vistos por nós. Falta-nos, todavia, a capacidade de enxergar o passo seguinte. Metaforicamente podemos comparar tal situação à de uma senhora que deixa acidentalmente que um pouco de vinho tinto macule seu vestido branco durante importante evento social. A preocupação da nossa personagem se dará, tão somente, ao vestido manchado, uma vez que a necessidade imediata pede a extinção da mancha na medida do possível. Nesse ínterim, de olhos voltados para baixo a contemplar o estrago, nada lhe se fará notar no horizonte, e a festa será tão somente uma lembrança de um vestido manchado.

Devemos, pois, diante de situações ruins ter a capacidade de olhar para frente. As opções que se descortinam permitem que enxerguemos possibilidades. E estas, sem dúvida, hão de se configurar em esperanças para o refazimento em decorrência do problema.

Interessante notar que as possibilidades positivas que podemos perceber após algum fato ruim são, via de regra, filhas deste. Isto nos desperta uma série de dúvidas relativas ao porquê das coisas. No entanto, diante de tal verificação (o bem decorre do mal) não podemos ter dúvida de que os caminhos a serem seguidos por nós seguem, antes de tudo, uma lógica que supera a nossa. Os planos superiores nos coordenam e nossa missão é a do melhoramento constante.

quinta-feira, 8 de março de 2012

...é preciso continuar!

Minhas amigas e meus amigos! Após um breve intervalo de postagens, estou voltando à ativa neste espaço criado para as coisas que superam o ser. Pretendo postar alguma coisa por aqui toda semana. Os comentários e a troca de ideias serão, claro, o combustível para continuar nessa empreitada! Obrigado a todos! Fiquem com Deus!

sábado, 12 de março de 2011

...É preciso acreditar!

"O dia acaba de começar e eu tenho muita coisa pra fazer". Este é um pensamento recorrente em minhas manhãs. Tenho certeza que não sou nenhum privilegiado e que isto é o que muitos de vocês pensam também. Tarefas são rotineiras. Algumas são de fácil realização e se cumprem em segundos. Todavia, existem outras bem piores que envolvem um árduo e longo trabalho e que, às vezes, colocam nosso futuro em jogo. Na minha pós eu lido com essa pressão a toda hora, mas creio que um pouco de vivência já me mostrou o caminho das pedras sem o desespero e o medo da longa caminhada. Muitos jovens passam por uma situação muito mais drástica do que a minha em um momento em que a experiência de vida não é o forte...Isso mesmo. Estou falando de vestibular...

Quem nunca se desesperou ao pensar em vestibular, que atire o primeiro livro ou apostila! Eu mesmo que fiz vestibulares para cursos com baixa concorrência (História e Química) confesso que senti medo. Mais do que isso, senti-me totalmente incapaz de ser aprovado. Por isso, imagino a aflição daqueles estudantes que pretendem cursar Engenharias, Odontologia, Medicina...dentre outros cursos que sempre contam com um número alto de candidatos por vaga.

Infelizmente a realidade é dura. Por esse motivo, aquele pensamento que povoa minhas manhãs deve também ser companheiro daqueles que tem um objetivo de difícil alcance em mente. A consciência do tamanho do desafio é um bom "primeiro passo". Mas maior do que isso, na minha humilde opinião, deve ser a consciência da capacidade de realização da missão, por mais difícil que essa possa parecer. E notem, uma coisa acaba levando à outra, gerando um ciclo agradavelmente vicioso. Mensurar corretamente a "missão", leva à autoconfiança.

Por isso, você que possui um objetivo de difícil alcance, não se esqueça de reconhecer o esforço para alcançá-lo. Sabendo o tamanho do "monstro" que enfrentará, certamente você contará com armas mais eficazes. Bem armado e consciente você vai acreditar em si e o vestibular (ou qualquer outro "bicho") vai se reduzir ao que ele realmente é: mais uma etapa na sua vida estudantil.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

...devemos fazer...

Todo final de ano é a mesma coisa, principalmente no dia da "virada". Todo mundo pede um ano diferente. Pede coisas diferentes. Pede a diferença. Mas afinal, por que esse clamor (ou a motivação para o mesmo) só surge no fim de um ano?!

Nós vivemos em uma contagem de tempo cíclica o que dá a estranha noção de recomeço quando do fim de algum período de tempo. Entretanto, nós não "despencamos" de um ano para cair em outro. As coisas acontecem de maneira seguida.

Não creio que esse espírito "renovador" seja ruim...muito pelo contrário, ele é excepcionalmente nobre e deve ser cultivado. A questão é que este ideal deve ser lembrado sempre! Por que devemos esperar o fim de um ciclo temporal para melhorarmos ou nos empenharmos em algo?!

Além de simplesmente ser, devemos fazer MUITO para conseguirmos aquilo que queremos e que é de nosso merecimento! Os simples votos, pedidos e desejos não se concretizam sem o principal: a vontade de mudar!

Desejo que todos nós possamos construir inúmeros réveillons durante nosso ano e que alcancemos nossas metas com base na luta, no fazer! Excelente 2011 para todos!